A efêmera brevidade da vida nos impulsiona ao desejo..
O desejo vem da falta, que por mais que se preencha, sempre haverá em nós uma vala aberta sobre o peito.
O que resta, então, de nós?
Palavras Abrigadas
Este espaço é nosso! Aos meu amigos fiés...sejam bem-vindos. Aqui vamos exercitar as nossas impurezas, nossos desconsertos...na tentativa de encontrar o impossível, o perfeito! Mamos trocar palavras livres, presas, descobertas, insensatas...
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ausência
Ausência
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
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